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Perguntas frequentes
A altura alvo é uma estimativa do potencial de crescimento da criança baseada na altura dos pais. É feita por meio de um cálculo matemático simples.
• Para meninas: (Altura do Pai + Altura da Mãe) - 13 /2
• Para meninos: (Altura do Pai + Altura da Mãe) + 13 /2
Nota: O resultado tem uma margem de erro de cerca de 5cm para mais ou para menos. No entanto, o cálculo serve apenas como guia pois doenças ou fatores ambientais podem impedir que a criança atinja esse potencial.
Nem sempre ser o menor da turma indica um problema.
Algumas crianças têm um "ritmo" mais lento (atraso constitucional), mas chegarão à altura normal no futuro. No entanto, devemos investigar se a velocidade de crescimento não está baixa (menos de 5 a 7cm por ano, dependendo da idade) ou se a criança não está muito abaixo da curva de crescimento para a família
A idade óssea é avaliada através de um raio-X do punho e mão esquerdas. Ela nos mostra o grau de maturação dos ossos.
• Se a idade óssea estiver atrasada em relação à idade cronológica, pode significar que a criança ainda tem "tempo extra" para crescer.
• Se estiver avançada, as cartilagens de crescimento podem fechar precocemente. É o exame que nos diz quanto "estoque" de crescimento a criança ainda possui.
Nota: ter uma idade óssea atrasada pode significar um crescimento tardio, mas isso não é uma certeza, especialmente se a criança for mais nova (antes da puberdade). Caso uma criança esteja baixa para a idade ou padrão genético, mesmo com uma idade óssea atrasada, convém uma avaliação com um endocrinologista pediátrico.
Não existe uma "vitamina milagrosa" que faça uma criança crescer mais que o seu potencial. O crescimento é impulsionado por uma associação de hormônios, nutrientes e bem estar geral. Suplementos só ajudam se houver uma deficiência comprovada (como de Vitamina D, Zinco ou Ferro).
O uso indiscriminado de vitaminas não aumenta a estatura final e deve ser sempre orientado por um médico para evitar sobrecarga orgânica.
Qualquer atividade física regular é benéfica. O exercício estimula a liberação natural do hormônio do crescimento (GH) e fortalece a estrutura óssea. Esportes como natação, basquete ou vôlei são excelentes, mas não há evidência científica de que um esporte específico faça a criança crescer mais que outro.
O melhor esporte é aquele que a criança gosta e pratica com constância.
Sim.
Cerca de 75% da secreção diária do hormônio do crescimento (GH) ocorre durante o sono profundo, com pico entre as 22h às 02h da manhã. Crianças que dormem tarde ou dormem mal correm o risco de perderem esses picos hormonais, o que pode comprometer o desenvolvimento estatural e cognitivo.
O tempo ideal de sono para cada faixa etária encontra-se a seguir:
• 1 a 2 anos: 11 a 14 horas
• 3 a 5 anos: 10 a 13 horas
• 6 a 13 anos: 9 a 11 horas
• Adolescentes (14-17 anos): 8 a 10 horas
A necessidade do uso do GH (Hormônio do Crescimento) deve ser avaliado por um endocrinologista pediátrico pois depende de várias variáveis.
Seu fim não é estético, é uma indicação médica precisa. Dentre as doenças que indicam o seu uso estão: a deficiência comprovada desse hormônio, meninas com Síndrome de Turner, crianças que nasceram muito pequenas (PIG) e não recuperaram o crescimento até os 2-4 anos ou em casos de baixa estatura não explicada por uma patologia específica (baixa estatura idiopática).
O SUS fornece o medicamento (Somatropina) para protocolos específicos definidos pelo Ministério da Saúde, que incluem:
• Deficiência de Hormônio do Crescimento (DGH);
• Síndrome de Turner;
• Insuficiência Renal Crônica em crianças.
O processo exige uma série de exames laboratoriais, testes de estímulo e relatórios médicos detalhados para comprovar o preenchimento dos critérios.
Quando bem indicado e monitorado por um endocrinologista pediátrico, o tratamento é muito seguro. Efeitos colaterais são raros, mas podem incluir dores articulares, dor de cabeça, aumento da glicemia ou alterações leves na tireoide. Por isso, as consultas de acompanhamento e exames periódicos são fundamentais.
Não existe até o momento associação comprovada entre o uso do hormônio do crescimento e patologias como: câncer, doenças hemorrágicas, assimetria de membros ou aceleração da puberdade.
O custo varia significativamente, pois a dose da medicação muda ao longo do tratamento já que depende do peso da criança. A escolha da marca do medicamento também influencia no valor do tratamento.
Em 2026 para uma criança de 20kg o valor mensal do tratamento com somatropina (GH) varia entre 1,2 a 2,4 salários mínimos. Já a dose máxima da medicação que é usada em adolescentes maiores pode variar entre 2,2 a 3,5 salários mínimos ao mês.
Vale lembrar que é um tratamento de longo prazo, durando muitas vezes anos e que não pode ser interrompido. Por isso a avaliação da indicação médica correta é essencial.


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